Significado: Aquele que gagueia ou balbucia.
3 de fevereiro
Porquê este dia? É o dia que o calendário de nomes dedica a são Brás.
Bispo de Sebaste na Armênia no século IV, de formação médica. Exercia sua arte com uma generosidade absoluta, curando os mais necessitados sem pedir nada em troca. Sua recusa em negar suas convicções diante da perseguição lhe custou o martírio.
O que fica: Reconhecemos nele a força de permanecer fiel aos seus princípios quando tudo empurra para a submissão. É também a ideia de que a competência deve servir à dignidade humana, sem condições.
Fonte: Wikidata
🌍 Blas celebra-se Estados Unidos, Espanha e Argentina a 3 de fevereiro.
Blas é um nome breve e peremptório, do latim Blasius, que a tradição vincula a 'blaesus', 'o que gagueja'. A sua fama deve-se inteiramente a São Brás de Sebaste, bispo e mártir do século IV que, segundo a lenda, salvou uma criança de morrer engasgada por uma espinha; daí ser o padroeiro das gargantas. A sua festa, a 3 de fevereiro, é uma das mais vivas do santoral popular: em muitas vilas de Espanha abençoam-se as gargantas e comem-se roscos, 'a bula de São Brás'.
No mundo hispano o nome tem ainda um herói de bandeira: o almirante Blas de Lezo, que com muito poucos homens defendeu Cartagena das Índias em 1741. São Brás dá nome a bairros, vilas e festas por toda a Espanha e Hispanoamérica.
Hoje Blas é percebido como um nome castiço, popular e com solidez, pouco frequente entre recém-nascidos mas carregado de raízes e de tradição festiva. Soa simples, honesto e cativante.
Blas é de nome curto e carácter profundo. O seu número 7 desenha alguém reflexivo, observador, com um mundo interior mais rico do que o que deixa ver: Blas escuta, calibra e só então fala, e quando o faz costuma dar no alvo. Há nele uma sabedoria discreta, quase de curandeiro — piscadela de olho ao santo médico de Sebaste —, essa capacidade de acalmar os outros sem alardes.
Mas o nome tem também um fundo enormemente popular e quente, forjado em séculos de festas de vila, roscos abençoados e gargantas protegidas. Por isso Blas combina a introspeção do 7 com um humor simples e uma lealdade das de toda a vida: é reservado, sim, mas não seco. Com os seus desabotoa, brinca a fogo lento e protege com uma constância silenciosa. A sua necessidade de atenção é baixa; prefere o reconhecimento honesto à aplauso ruidoso.
A etimologia brincalhona — 'o que gagueja' — fica-lhe bem como uma piscadela de olho: Blas pode demorar a arrancar, a abrir-se, mas sob essa aparente parcimónia há firmeza. Não por acaso o nome o levou um almirante que com meio corpo e poucos homens plantou cara a uma armada inteira: quando Blas defende algo ou alguém, torna-se inamovível, teimoso e corajoso até à temeridade.
O seu ponto fraco é essa reserva: pode parecer distante ou fechado, e custa-lhe pedir ajuda, como se mostrar a garganta fosse baixar a guarda. Mas quem tem paciência descobre um Blas leal, sábio e cativante, um tipo de raízes profundas que dá melhor quanto mais tempo passa ao seu lado. Autêntico, sem pose, castiço no melhor sentido.
Retrato lúdico, para levar com um sorriso.
Blas não é um amante dos discursos grandiloquentes nem das declarações teatrais. A sua essência, marcada por essa raiz que sugere a gaguez, transforma o coito numa dança de silêncios pesados e olhares que sustentam o peso do não dito. Na cama, a sua sensualidade é táctil, lenta, obsessiva. Não procura a velocidade, mas a ressonância. A sua forma de seduzir é hipnótica; atrai através da vulnerabilidade da sua própria torpeza inicial, aquela que convida à paciência e à exploração íntima. Excita-o a cumplicidade do sussurro, o roçar de pele que fala mais do que as palavras que lhe custam sair. No entanto, o que o repele é a frieza intelectual, a superficialidade que exige fluidez sem alma. Precisa de profundidade, aquela que se constrói nas pausas, nos gemidos abafados e na certeza de que a sua falta de eloquência verbal é compensada por uma intensidade visceral. Ama com a urgência de quem sabe que cada palavra pronunciada é um ato de coragem, e por isso entrega o seu corpo com uma franqueza crua, procurando essa conexão elétrica que transcende a linguagem.
A tradição relaciona-o com o latim 'blaesus', 'o que gagueja ou tartamudeia', embora a sua origem última seja incerta.
A 3 de fevereiro, uma das festas populares mais enraizadas do santoral espanhol.
Segundo a lenda, salvou uma criança que se afogava com uma espinha de peixe; por isso é padroeiro das doenças da garganta.
Em muitas vilas abençoam-se as gargantas e comem-se roscos abençoados, conhecidos como 'a bula de São Brás'.
É um clássico castiço, hoje pouco frequente entre bebés, mas muito presente na toponímia e nas festas populares.
A Ucy reúne o onomástico de cada nome, país a país — e a app avisa-te automaticamente no dia dos teus contactos.